Os Distritos Turísticos não são apenas títulos geográficos.
E sim um ecossistema de atração de incentivos financeiros, simplificação administrativa e desenvolvimento regional. É uma política pública em expansão, com organização de conselho gestor e elaboração de projetos. Trata-se de uma iniciativa conjunta entre Estado, municípios e atores privados em prol de um bem comum: o desenvolvimento”, afirma o secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, Roberto de Lucena.
A instituição dos distritos em solo paulista marcou o início de uma nova organização territorial. Atualmente, o Estado conta com dois distritos de características urbanas: o do Centro de São Paulo e o de Santos. O distrito santista foca na preservação histórica e na cultura portuária, dividindo-se em três núcleos estratégicos: Núcleo Centro Histórico–Valongo: Com quase um milhão de metros quadrados, prevê a instalação do novo Cais para passageiros e o retrofit de cento e setenta e três prédios catalogados; Núcleo Vila Belmiro: Focado no potencial turístico-esportivo e histórico e Núcleo Mercado: Promove a recuperação do Mercado Municipal, que será concedido à iniciativa privada como novo polo gastronômico da Baixada Santista.
Na capital paulista, o Distrito Turístico Urbano Centro de São Paulo, criado em 2024 em parceria com a Prefeitura e o setor privado, já atraiu duzentos e quinze novos empreendimentos de gastronomia, comércio e lazer. O montante investido chega a R$ 2 bilhões, com potencial para atingir R$ 3,5 bilhões até 2030.
No noroeste do estado, o Distrito Turístico de Olímpia consolidou-se como o terceiro maior parque hoteleiro do Brasil, com mais de nove mil quartos em operação. O plano de investimentos privados soma R$ 2,7 bilhões até 2030 e inclui projetos como um aeroporto internacional e um Centro de Convenções.
O Distrito Turístico Serra Azul, formado por Itupeva, Jundiaí, Louveira e Vinhedo, projeta aportes de R$ 2,8 bilhões. Com empreendimentos como Wet’n Wild, Hotel Cyan Resort, Hopi Hari e Outlet Premium, a região é considerada a principal candidata a receber parques de bandeiras internacionais no país. No interior, o Distrito de Andradina impulsiona o mercado regional atraindo turistas de estados vizinhos e do Paraguai, ancorado pelo parque Acqualinda e projetos de expansão que somam dois bilhões e quinhentos milhões de reais.
O Distrito Turístico Portal da Mata Atlântica destaca-se como o primeiro distrito ecológico do Brasil. Integrando o Legado das Águas e outros doze estabelecimentos de referência no Alto Vale do Ribeira (Ibiúna, Juquiá, Miracatu, Piedade e Tapiraí), o polo possui alto potencial para hotelaria de natureza de padrão internacional, com prioridade na melhoria de acesso e infraestrutura.
Distritos Turísticos
O Estado de São Paulo foi o primeiro Estado brasileiro a implementar Distritos Turísticos no Brasil (Lei 17.374/2021). A lei visa incentivar investimentos no desenvolvimento de áreas turísticas de alto potencial, devidamente demarcadas e identificadas e a partir de amplo processo de documentação e avaliação por partes dos proponentes, que precisam apresentar um Plano de Implementação e investimentos, mapeamento detalhado e estrutura de governança.
Os Distritos são criados após análise criteriosa de mérito de sua proposição por uma Comissão, e atendem a editais.